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Protagonismo da energia solar na retomada econômica

Protagonismo da energia solar na retomada econômica

O Brasil vivenciou um crescimento de 52% nos investimentos do setor solar e gerou mais de 86 mil novos empregos em 2020

Ao fazer um balanço do desempenho dos setores produtivos ao longo de 2020 no Brasil, ano de pandemia, há um evidente e notório segmento que desponta como uma das grandes alternativas para a tão almejada saída da crise econômica em nosso país.

Trata-se do pujante mercado de energia solar fotovoltaica, que tem apresentado importantes resultados para a nação.

Nos últimos 12 meses, o Brasil vivenciou um crescimento de 52% nos investimentos do setor solar fotovoltaico frente ao acumulado no País desde 2012.

Segundo dados da ABSOLAR (Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica), em 2020, foram mais de R$ 13 bilhões em aportes no ano de pandemia, considerando as grandes usinas e os sistemas de geração em telhados, fachadas e pequenos terrenos.

No final das contas, o mercado fotovoltaico gerou mais de 86 mil novos empregos em 2020, espalhados por todas as regiões do território nacional, colaborando assim na redução dos efeitos danosos da pandemia e trazendo novas perspectivas desenvolvimento econômico para cidadãos e empresas.

Três palavras resumem bem a atuação do setor de energia solar no Brasil: força, resiliência e versatilidade. Assim, no curto, médio e longo prazos, esse mercado é visto atualmente como um protagonista relevante para uma retomada econômica, sustentável e competitiva do Brasil.

No acumulado, desde 2012, a fonte solar fotovoltaica já movimentou mais de R$ 38 bilhões em negócios e gerou mais de 224 mil postos de trabalho. Só em 2020, as contratações cresceram 62% em relação aos empregos gerados no País entre o início de 2012 e o final de 2019.

O país saltou de 4,6 GW (gigawatts) ao final de 2019 para 7,5 GW ao final de 2020, crescimento de 64%, somando as usinas de grande porte (geração centralizada), e os pequenos e médios sistemas instalados da geração distribuída. Na prática, isso representa mais da metade da potência instalada na usina hidrelétrica de Itaipu, a maior do Brasil e segunda maior do planeta.

O poder público também foi beneficiado com o crescimento da energia solar. Em 2020, o mercado fotovoltaico proporcionou mais de R$ 3,9 bilhões em arrecadação fiscal, acréscimo de 52% em relação ao total arrecadado no período entre 2012 e 2019.

Atualmente, há no país mais de 400 mil sistemas solares fotovoltaicos conectados à rede, trazendo economia e sustentabilidade a cerca de 500 mil unidades consumidoras.

Entretanto, a trajetória de sucesso do setor solar está ainda fase muito inicial no País. Na geração distribuída, por exemplo, dentre os cerca de 85 milhões de consumidores de energia elétrica no País, apenas 0,5% faz uso do Sol para produzir eletricidade.

Portanto, a energia solar terá papel cada vez mais estratégico para o atingimento das metas de desenvolvimento social, econômico e ambiental do Brasil, inclusive ajudando na retomada sustentável da economia, por ser a fonte renovável que mais gera emprego e renda no mundo.

Fonte: https://canalsolar.com.br/protagonismo-da-energia-solar-na-retomada-economica//

Geração de energia solar cresce em janeiro de 2021, aponta CCEE

Geração de energia solar cresce em janeiro de 2021, aponta CCEE

Entidade aponta ainda que o mercado livre teve a redução dos requisitos mínimos para adesão de consumidores livres

Segundo dados da CCEE (Câmara de Comercialização de Energia Elétrica), a geração de energia fotovoltaica cresceu 18,9% em janeiro de 2021 em comparação com o mesmo período de 2020.

Ademais, houve uma alta de 18% das térmicas e de 98,6% das eólicas – que registrou um crescimento expressivo devido ao salto da capacidade instalada da fonte de um ano para outro e por conta do cenário meteorológico que levou as eólicas da região Nordeste a ter uma produção abaixo da esperada em janeiro de 2020.

Já com relação à geração de energia elétrica no Brasil, foi registrado um aumento de 1,9% em janeiro deste ano na comparação com o mesmo mês do ano passado.

Os dados prévios já consideram o volume de 871,22 MW médios de energia importada no período.

Mercado livre
Outro ponto destacado pela CCEE é que em janeiro de 2021 o mercado livre de energia teve a redução dos requisitos mínimos para adesão de consumidores livres de 2 MW para 1,5 MW.

Ao total, 739 unidades consumidoras, que já estavam aderidas, deixaram de ser especiais e se tornaram livre. A principal vantagem, segundo a câmara, é a possibilidade de diversificação do portfólio de contratação.

“Os consumidores especiais, que agora são agentes com demanda entre 0,5 MW e 1,5 MW, são obrigados a adquirir energia incentivada, ou seja, produzidas por usinas eólicas, solares, térmicas a biomassa ou pequenas centrais hidrelétricas. Ao se tornarem livres, estes agentes podem comprar qualquer tipo de energia”, explicou a CCEE em nota.

Bernardo Marangon, especialista em mercados de energia elétrica, comentou que a redução dos limites de demanda contratada para a desobrigação de aquisição de energia incentivada segue um cronograma até 2024, no qual todos os agentes consumidores terão a opção de adquirir a convencional ou incentivada.

“Após este período, espera-se um cronograma com redução da demanda contratada, que permita a migração de unidades do mercado cativo para o livre, que possuam uma demanda inferior a 500 kW e quem sabe até uma expectativa de liberalização do setor para as unidades de baixa tensão. Será neste momento, em que veremos a geração distribuída vivendo no mesmo ambiente do mercado livre. Por isso a importância de se conhecer mais sobre este segmento, pois no futuro todos serão livres”, explicou Marangon.

De acordo com a Portaria MME 514/2018, uma nova diminuição do requisito mínimo para consumidores livres ocorrerá em janeiro de 2022, quando unidades consumidoras com demanda igual ou superior a 1 MW deverão ser classificadas como “livres”.

O critério será reduzido mais uma vez em janeiro de 2023, quando cargas acima de 0,5% se tornarão “livres”.

Migrações para o ACL
Ademais, a CCEE apontou que o perfil dos de migrações para o mercado livre no início de 2021 reforça a tendência de crescimento do volume de consumidores menores entrando no segmento.

Dos 167 novos registrados no ACL (Ambiente de Contratação Livre) em janeiro, mais de 83% tinham carga de até 1 MW. Apenas 12 estavam no intervalo entre 1 MW e 1,5 MW. Outros 16 excediam a marca de 2 MW.

Fonte: https://canalsolar.com.br/geracao-de-energia-solar-cresce-em-janeiro-de-2021-aponta-ccee/

Conta de luz terá aumento para cobrir déficit da bandeira tarifária

Conta de luz terá aumento para cobrir déficit da bandeira tarifária

ANEEL decidiu que vai cobrar R$ 3,1 bilhões a mais dos consumidores brasileiros neste ano

Além da pandemia de Covid-19, os brasileiros terão neste ano mais um desafio pela frente: o aumento no valor da conta de luz. Isso porque, para cobrir o déficit na arrecadação da bandeira tarifária do ano passado, a ANEEL (Agência Nacional de Energia Elétrica) informou que vai cobrar R$ 3,1 bilhões a mais dos consumidores de energia elétrica.

Criado há seis anos, a bandeira tarifária é um sistema que aplica uma cobrança adicional nas contas de luz sempre que ocorre um aumento do custo da produção de energia no país. O objetivo é fazer com que o acréscimo pague o uso mais intenso das usinas termelétricas.

O déficit de 2020 ocorreu porque a cobrança da bandeira tarifária ficou seis meses suspensa por decisão da ANEEL. A agência entendeu que havia necessidade de amenizar os impactos econômicos da população naquele momento. Dos R$ 4,45 bilhões que deveriam ser acobertados com a bandeira tarifaria no ano passado, apenas R$ 1,33 bilhão foram arrecadados. A cobrança foi retomada em dezembro.

“Quando se tem um impacto econômico muito grande, o Governo Federal e seus demais órgãos sempre criam uma solução temporária para amenizar o sofrimento das pessoas. Só que isso, funciona como uma espécie de empréstimo, em que aquele capital que foi injetado vai ser pago depois pela população a longo prazo”, explica Bernardo Marangon, diretor da empresa Exata Energia e especialista em engenharia elétrica.

Ele destacou também não ver má intenção da ANEEL em decidir cobrar o valor dos consumidores já no ano de 2021. “Eu acredito que faz parte de um processo no qual se buscou politicas para amenizar o impacto daquele momento. Contudo, na medida em que o tempo passa e a economia se recupera, é natural que nós como contribuintes paguemos essa conta, que, de qualquer forma, deveria ter sido paga no ano passado”, frisou.

Fonte: https://canalsolar.com.br/conta-de-luz-tera-aumento-para-cobrir-deficit-da-bandeira-tarifaria/

Mercado brasileiro fotovoltaico atrai mais investimentos

Mercado brasileiro fotovoltaico atrai mais investimentos

ZNShine assina contrato de fornecimento de módulo solar com Renovigi

Cada vez mais empresas chinesas estão investindo no setor solar. Recentemente, a fabricante ZNShine anunciou a assinatura de um contrato de fornecimento de módulo solar de 180 MW com a Renovigi.

Segundo a companhia, o objetivo é desenvolver uma parceria estratégica no mercado solar brasileiro. “A Renovigi Energia Solar é uma das maiores distribuidoras de sistemas fotovoltaicos de energia fotovoltaica do Brasil, com mais de um milhão de módulos solares instalados no país. A empresa foi eleita por EXAME e Deloitte como a “Média Empresa” com maior crescimento no Brasil por dois anos consecutivos”, disse a fabricante em comunicado à imprensa.

William Wang, CEO da ZNShine Solar, comentou que o mercado brasileiro tem sido bem visto pela empresa. “Parcerias e comprometimento impulsionam nossos negócios no Brasil. Temos a tecnologia, produtos com boa relação custo-benefício e melhores serviços para garantir o lucro dos clientes. Esperamos seu sucesso futuro à medida que continuamos a trabalhar juntos”.

“A ZNShine Solar é um parceiro confiável com uma posição de liderança em tecnologia de produto e saúde financeira. A fabricante foi capaz de fornecer produtos de módulo fotovoltaico confiáveis ​​e de alta eficiência, além da personalização que exigimos. Vai ajudar a Renovigi a entregar maior valor aos nossos clientes e soluções sustentáveis ​​para o mercado brasileiro”, afirmou Gustavo Müller Martins, CEO da Renovigi Energia Solar.

Em 2021, a Znshine Solar criou uma expansão de capacidade de 10 GW de energia solar. A empresa planeja aumentar a capacidade de montagem do módulo para atingir uma capacidade total de 12 GW até o final de 2021.

Fonte: https://canalsolar.com.br/mercado-brasileiro-fotovoltaico-atrai-mais-investimentos/

CEO da ABSOLAR destaca vantagens da energia fotovoltaica durante verão

CEO da ABSOLAR destaca vantagens da energia fotovoltaica durante verão

Especialista ressalta que a fonte solar é essencial para auxiliar em horários de pico de demanda da energia elétrica

Dados do ONS (Operador Nacional do Sistema) apontam que os brasileiros usam mais eletricidade nos meses durante o período de verão (geralmente entre janeiro e fevereiro), que é quando temos mais o uso de refrigeração, seja com ar condicionado nas casas e empresas, ou com refrigeração industrial e rural, para leite, carnes, etc.

Analisando este cenário, Rodrigo Sauaia, CEO da ABSOLAR (Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica), em entrevista ao Canal Solar, destacou que a tecnologia fotovoltaica é essencial para aliviar a operação do sistema no horário de mais demanda da energia elétrica.

“Por ser um período muito ensolarado, temos recursos solares disponíveis de norte a sul e de qualidade para aliviar o sistema. As horas em que o sistema mais usa eletricidade nos meses de verão são durante o dia, em especial entre 11h e 17h”, explicou o especialista.

“Neste período, a energia normalmente acaba se tornando também mais cara, pois a demanda sobe muito e o operador acaba despachando mais termelétricas. É neste momento que a solar ajuda a reduzir essa pressão, já que gera energia justamente nestes horários diurnos de maior demanda”, concluiu.

Solar se mostra uma solução frente à crise hídrica A matriz elétrica brasileira atual ainda é muito dependente da fonte hídrica. Quando os reservatórios das hidrelétricas estão baixos, o ONS aciona usinas termelétricas fósseis emergenciais – mais caras, poluentes e que provocam bandeiras tarifárias amarela e vermelha.

Tendo em conta esta situação, “a energia solar é vista como essencial para ajudar a economizar água dos reservatórios hídricos, aliviando a operação da matriz energética nacional e o bolso dos consumidores”, destacou Sauaia.

Fonte: https://canalsolar.com.br/ceo-da-absolar-destaca-vantagens-da-energia-fotovoltaica-durante-verao/